O Corinthiano é, antes de tudo, um crente, um sujeito de fé. Diante de toda e qualquer adversidade, diante de todo e qualquer obstáculo, ele olha com uma cara de “é difícil, mas vamos lá”, concedendo a 11 homens o status temporário de divindades, transformando o manto alvinegro numa entidade sagrada.
O Corinthiano é, de certa forma, uma ameaça. Uma ameaça aos padrões, uma ameaça à banalidade, uma ameaça ao bom senso, uma ameaça aos que se dizem donos da razão e da verdade.
O Corinthiano é, também, um sobrevivente. Como Ícaro, tenta alcançar o sol. Como Fênix, refaz-se a partir das próprias cinzas. É vítima de crimes sociais, morais e legais de toda sorte, mas não posa como tal.
O Corinthiano é, acima de tudo, um rebelde. Opõe-se à ordem estabelecida e, por momentos que não são poucos, mostra ao povo, aos rebeldes de todas as cores, que um outro mundo é possível pela força da luta, não pelo dinheiro, pela esperança que vence o medo, não pelo terror.
A corintiana, que merece em dobro todas as linhas acima, é a Maria de Milton. Mulher de gana, mulher de raça, sempre. “Quem traz na pele essa marca possui a estranha mania de ter fé na vida.”
Ser Corinthiano é alcançar a elevação à qual nenhuma alma jamais poderia, em sã consciência, aspirar.
Neste 1° de setembro, parabéns ao Sport Club Corinthians Paulista e a todos os Corinthianos por 99 anos de luta sem perder o vigor.





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