O CAMPEÃO DOS CAMPEÕES

CAMPEÃO PAULISTA INVICTO DE 2009 !!!  (O CAMPEÃO DOS CAMPEÕES) escrito em segunda 04 maio 2009 05:50

Deste time ninguém ganhou !!!

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1954 - CAMPEÃO PAULISTA NO 4º CENTENÁRIO - UM TÍTULO QUE VALE POR 100 ANOS !!!  (O CAMPEÃO DOS CAMPEÕES) escrito em sexta 10 abril 2009 19:54

O campeonato estadual de 1954 despertou grande interesse em todos os clubes e torcedores. Afinal, aquele era o ano do IV Centenário da Cidade de São Paulo.

Durante todo o torneio, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos se alternavam na liderança. Porém, nas rodadas finais, apenas Corinthians e Palmeiras tinham chance de conquistar o título histórico.

Assim, no dia 6 de fevereiro de 1955, os times entraram no Pacaembu para decidir quem será o campeão do centenário. Desde cedo, o movimento na cidade era grande, pois todos queriam acompanhar a grande final.

Para o Corinthians, campeão do Centenário da Independência em 1922, bastava o empate para assegurar o título. Ao Palmeiras, só a vitória interessava. E esse título, assim como o de 1922, valeria por 100 anos.

Com isso, o presidente palmeirense, Byron Giuliano, mandou o time entrar em campo com camisas azuis ao invés de verde para tentar a sonhada vitória. Não adiantou.

Deu dó ver o Palmeiras entrar em campo sem a camisa verde _ disse o ex-palmeirense Osvaldo Brandão.

Aos 9 minutos, o Corinthians saiu na frente. Após um cruzamento de Rafael, Luizinho se antecipa a Waldemar Fiúme e faz, de cabeça, 1 a 0.

 

A partir daí, o Timão armou uma retranca e o goleiro Gilmar foi quem garantiu o resultado. Mas no segundo tempo, o Palmeiras consegue o empate, aos 6 minutos, através de Nei.

O jogo fica dramático até o juiz uruguaio Esteban Marino apitar o final. Festa alvinegra no Pacaembu. o Corinthians era Campeão do Centenário. A torcida invadiu o campo. O artilheiro do timão foi Luizinho, com 14 gols. Veja o depoimento de Gilmar:

 

 

“Seria uma decisão como outra qualquer, mas com a diferença de que essa valia o título do Centenário de São Paulo. O Corinthians tinha a vantagem do empate, mas encontrou um adversário difícil. O jogo foi duro e bastante disputado. Logo no início fizemos 1 a 0. Depois, o Palmeiras reagiu e empatou. A partir daí, seguramos o resultado e fomos campeões. Todos queriam esse título, pois quem ganhasse ficaria com a glória para os cem anos seguintes.”

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1951 e 1952 - BI-CAMPEÃO PAULISTA !!!  (O CAMPEÃO DOS CAMPEÕES) escrito em sexta 10 abril 2009 19:52

O ataque dos 103 gols
Da esquerda para a direita: Cabeção, Baltazar, Touguinha, Jackson, Lorena, Murilo, Idário, Carbone, Julião, Luizinho, Cláudio e o técnico José Castelli (o Rato)


 

 

Rato treinou a equipe durante todo o Campeonato Paulista de 1951 e conseguiu dar uma grande alegria para a torcida corintiana, quando levou o Timão ao título estadual. Façanha que o clube não alcançava desde 1941.

 

 

Nunca, em toda a história, o Corinthians teve um ataque tão forte e arrasador quanto o do Paulistão de 51. Com Cláudio, Luizinho, Baltazar e Carbone, o Timão passou como um rolo compressor em cima de seus adversários e alcançou a incrível marca de 103 gols em apenas 28 partidas.

 

Até então, apenas o Santos, em 1927, havia ultrapassado a marca dos 100 gols. Com uma campanha quase perfeita, o Timão não encontrou qualquer equipe que pudesse tirar do Parque São Jorge o esperado título paulista. Nos 28 jogos, o alvinegro venceu 24 e perdeu apenas dois.

 

 

Um deles, no entanto, arranhou um pouco a imagem da vitoriosa campanha. No dia 25 de novembro, a Portuguesa bateu o Timão por 7 a 3 no Pacaembu. O goleiro Gilmar saiu de campo acusado como o culpado pela derrota.

 

Assim, o futuro bicampeão do mundo foi barrado do time e só voltou em 1952. Entre as goleadas a favor, o Corinthians aplicou um 9 a 2 no Comercial, 7 a 1 no Jabaquara, 7 a 2 no Juventus e ainda 4 a 0 no São Paulo, time que o Corinthians não vencia havia cinco anos.

 

 

No jogo decisivo, mais um show corintiano. Jogando no Pacaembu, contra o Guarani, ganhou por 4 a 0 e sagrou-se campeão com duas rodadas de antecipação.

 

 

Na última rodada, para fechar com chave de ouro a conquista, o Corinthians derrotou o rival Palmeiras por 3 a 1.

O atacante Carbone, autor do centésimo gol, terminou o campeonato como principal artilheiro, ao anotar 30 gols.

 

 

Além de Carbone, mais dez jogadores colaboraram para que a equipe chegasse a inédita marca dos 103 gols: Baltazar, com 24 gols; Cláudio, 18; Luizinho, 13; Jackson, 10; Colombo e Nelinho, com dois cada; e Idário, Mário, Roberto e Sula, com um gol cada.

 

 

Embalado com a magnífica conquista, o Corinthians começou o ano seguinte disposto a repetir a mesma façanha do Paulistão de 1951.

Como contava com a mesma equipe, o sonho não parecia ser impossível. Esforçados, os jogadores até tentaram, mas não conseguiram chegar a marca dos 103 gols novamente. Porém, chegaram perto: em 30 jogos, a equipe fez 89 gols. Baltazar, artilheiro do campeonato, marcou 27 deles.

 

 

Aliás, em um só partida, o atacante marcou 5 gols, na goleada por 6 a 0 em cima do XV de Jaú. Com isso, ele tornou-se, ao lado de Teleco e, mais recentemente de Fernando Baiano, um dos raros jogadores que marcaram cinco vezes na mesma partida.

 

Nos anos 20 e 30, Teleco fez cinco gols em três partidas: 8 a 1 no Bahia, em 1926, 8 a 3 no Paulistano em 1937 e 6 a 2 no SPR, também em 37.

 

 

O bicampeonato paulista não ficou marcado pelo jogo decisivo, mas sim pelas vitórias emocionantes, como a de 6 a 4 no Palmeiras, e a virada espetacular por 3 a 2 no Tricolor. Aliás, esse jogo contra o São Paulo serviu apenas para ratificar a conquista. Na rodada anterior, mesmo perdendo para o XV de Jaú, o Timão já havia garantido a festa de seu 14ª título paulista, um recorde.

 

 

O goleiro Gilmar, que estava na reserva de Cabeção, retomou a posição. Assim como os zagueiros Homero e Olavo e os médios, Idário, Goiano e Roberto, que participaram da campanha dos título de 1951 e 1952. Carbone, com 20 gols, também brilhou na conquista ao lado dos outros atacantes Cláudio, Luizinho e Rafael.

Campanha - Campeonato Paulista de 1951
J V E D GP GC
28 24 2 2 103 38
Campanha - Campeonato Paulista de 1952
J V E D GP GC
30 25 2 3 89 33
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1937/38/39 - Nosso 3º Tri-Paulista  (O CAMPEÃO DOS CAMPEÕES) escrito em sexta 10 abril 2009 19:39

Em 1937 perdemos apenas duas partidas, em 1938, veio o bi. novamente de forma invicta, mas não sem o tradicional sofrimento alvinegro.

Como era ano de Copa o Mundo, o Paulista foi interrompido entre março e outubro e só foi terminar no ano seguinte.

 

O jogo decisivo dessa vez foi contra o São Paulo. E só podia ter sido polêmica. Ela foi disputada em dois dias devido à chuva, e o Corinthians saiu de campo com o título após o empate em 1 a 1 e muita reclamação do os bambis.

 

Tudo por causa do gol de empate, marcado por Carlito (sim, já tivemos um Carlito antes!!), que, segundo os adversários, foi com a mão. Mas o juiz não voltou a trás e o Timão se consagrou bicampeão.

 

A torcida, ao comemorar, ainda tirou tirou um sarro dos 'bambis': "Com o pé, com a mão, o Corinthians é campeão!".

 

Para fechar com chave de ouro, faltava o terceiro tri.

 

O terceiro tri paulista (o 11º título estadual corintiano), foi conquistado com 17 vitórias, 2 empates e apenas 1 derrota. A final foi no dia 30 de dezembro, contra o Santos, no Parque São Jorge, com uma vitória corintiana por 4 a 1.

 

Pronto. Três vezes tri. Coisa que nenhum outro time conseguiu. Nem o Santos de Pelé, nem as Academias do Palmeiras ou o São Paulo de Telê Santana conseguiu. Só o Timão.

Foi o artilheiro em 1937 com 15 gols, em 38 com 8 e em 39 com 32 gols.

 

Campanha - Campeonato Paulista de 1937
J V E D GP GC
14 10 2 2 33 12
Campanha - Campeonato Paulista de 1938
J V E D GP GC
10 6 4 0 19 10
Campanha - Campeonato Paulista de 1939
J V E D GP GC
20 17 2 1 63 16
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1928/29/30 - Nosso 2º Tri-Paulista  (O CAMPEÃO DOS CAMPEÕES) escrito em sexta 10 abril 2009 19:30

O Corinthians já estava há 3 anos sem conquistar o Paulista, o que já era muito em se tratando de Timão.

 

Mas esse pequeno "jejum" terminou em 1928. O time conseguiu reconquistar o título e deu início à caminhada rumo ao segundo tricampeonato.

 

Campeão do 1º turno pela terceira vez desde que o troféu foi criado, em 1923, O Corinthians ganha a posse definitiva da Taça Balor. A decisão foi contra o Palestra, em um jogo que o Timão venceu por 3 a 0. Com mais essa taça, o Timão veio com tudo para conquistar o título.

 

No jogo decisivo, venceu a Portuguesa por 3 a 2, no dia 25 de novembro. Entre os campeões, destacaram-se Tuffy, o Satanás; Grané, conhecido como 420, apelido referente à força de seu chute; e os veteraníssimos Aparício e Neco.

 

O Corinthians chegou a bi em 1929, com uma campanha impecável: 100% de aproveitamento. Foram sete vitórias em sete jogos. O jogo das faixas foi simplesmente um 4 a 1 em cima da Palestra, em pleno Parque Antarctica.

 

Mas o Corinthians queria mais. Queria o seu segundo tri. E conseguiu.

 

Nada segurou o Timão, que fez o jogo decisivo apenas no começo de 1931, contra o Santos, e vencendo por 5 a 2.

 

Gambinha conseguiu uma proeza: nos três anos, ele foi o artilheiro do Corinthians: 16 gols em 1928, 8 em 1929 e 22 em 1930.

Campanha - Campeonato Paulista de 1928
J V E D GP GC
12 10 1 1 41 12
Campanha - Campeonato Paulista de 1929
J V E D GP GC
7 7 0 0 33 8
Campanha - Campeonato Paulista de 1930
J V E D GP GC
26 20 4 2 94 33
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